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objeto Fragmentos de coisa sentida, vista ou pensada.

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27.11.03

Íntimo Decreto Lei 27112003, Carmesim ou Pequena Ode ao Homem Desencantado


Dar um fim às coisas que já tiveram fim.
Estou dolorida,
Sinto medo, ai de mim!
Quero sentir outras coisas. Melhores. Mais vida!
Das cores, a mais: quero o carmim.


Uma paixão arrebatadora e falada.
Se for príncipe encantado: nego,
Quero coisa desencantada!
Mas não ao desencanto, disso não sossego.
Ao homem real: nascí pra ser amada.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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25.11.03

Essa Galeria - Diversos




















Postado por Babe Lavenère Bastos

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Aurora

A brisa ontem balançou aqueles galhos como quem diz "olha que lindo o tempo que passa mas não passa, fica...". E as folhas, verdes demais, muito verdes. No céu, naquele lilás meio azul, meio rosa, roxo, sei lá, a luz era luz de dia amanhecendo e, distantes, soavam as águas escorrendo pelo riacho cheio de pedras. Foi um momento movimento inteiro.

Levantou-se e olhou o longe pela janela. Lá longe mesmo. O horizonte, aquela linha fina. Uma silhueta negra. Nenhum ponto no céu, só muitas cores procurando se misturar pra ser uma. Sentiu um frio suave acordando toda a sua superfície, sua pele, seus poros. Respirou o ar fresco e novo, enrolou-se com o lençol e sorriu por dentro.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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15.11.03

Reminicências. Nada de objetivo.

Dentro de mim existe algo que é a sua procura.
Seu rosto desfez-se, desintegrou-se.
As partes estão embaralhadas num quebra-cabeças com peças infinitas.
Não sou capaz de montá-lo sem o original.
Já não sei ainda.
Pólvora, o não saber.
Tonel de gazosa com palito de fósforo aceso.
Em apuros precisando de ar-puro.
Sim, fecharei a porta.
Mas antes preciso abrí-la.
O que tem dentro? Além da porta fechada?
Acho que tem azul. Tudo o que não é azul tem azul.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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14.11.03

Desfocado

Me lembro de dias sem nome, de cores quase indistintas, sem calafrio, sem aceleração desigual alguma, sem nada, sem nada, sem nada. Mesmo procurando um vermelho sangue, um olhar perturbador, uma flor dramática, nunca encontraria coisa que se sobressaísse. E, em dias como este, olhando em volta à procura, uma hora, cedo ou tarde, invariavelmente, a cadência disforme vence qualquer resistência e já não se pode buscar mais nada. O adjetivo mais expressivo é o monótono. Tudo tem o mesmo tom. Nenhuma variação, nenhuma paixão, nem o desespero ou arroubos trágicos, ao menos, só uma constância sonolenta, sonolenta, com gosto de café fraco.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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11.11.03

Hoje quando eu estava acordando a campainha tocou: "trintão, trintão"...
Completos meus trinta anos no planeta Terra. Aliás, 30 anos de nascida, afinal, na barriga de minha mãe já eu existia no planeta. Tá, então, hoje completo trinta anos desde que respirei o ar com meu próprio nariz. Foi num dia onze de novembro como este e tantos outros. Lua cheia, Brasília.


Postado por Babe Lavenère Bastos

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+ temp. Sussu