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29.3.04

Essa Galeria












Postado por Babe Lavenère Bastos

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17.3.04

Enxurrada e saudades da linda rosa juvenil [vivia alegre no seu lar, no seu lar, no seu lar, vivia alegre no seu lar, no seu lar. (...) E o tempo passou a correr, a correr, a correr, e o tempo passou a correr, a correr. (...) E despertou a rosa assim, bem assim, bem assim, e despertou a rosa assim, bem assim. (...)]





Gosto que veio. De quê é mesmo esse gosto? Não me lembro bem.
É de quando as coisas eram mais doces. Mas agora ele veio assim sozinho, como uma lembrança insondável, dessas que não se sabe mais se são de coisas sonhadas ou acontecidas. Não é gosto amargo, nem salgado, não é azedo. É gosto de doce passado.
Tento sentir aquele gosto antigo mas não posso. Só lembro que não era esse exatamente. E só sinto que é de lembrança.




Eu quase dormindo, aí elas surgem

Palavras notívagas,
Palavras insones.
E eu com sono.
Mas sono somente de mim.
Sono de pausa entre mim e eu mesma.
Sono hora do almoço.
Sono intervalo.
Sono silêncio.
Sono não temperatura.
Sono de não sentir.
Sono de não ser nem alegre nem triste.
Sono de não existir.
Sono de não saber.
Sono de não perguntar.
Sono de não demandar.
Sono de não recusar.
Sono de não sonhar.





Vai, meu querer amar alguém mais,
Passeia sozinho nas brancas nuvens tão plenas do céu de Brasília.
Deixa o rastro de sua cor que não vejo.
Leva o cheiro da sua juventude suportável.
Deixa-me aqui e quando sair bata a porta.





De criança a alegria por um simples gesto.
Um olhar, um dizer, um triscar.
A música que se ouviu.
O sono que despertou.
A agonia que não é mais.
Tem muito de mim entre a poeira do ar.
Fumaça, névoa, brisa e canção.
O fundo do mar é meu coração.
E não deu pra escrever aquele soneto
Que sentí quando estava alí
Voando.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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9.3.04




Acordei de madrugada, acendí a luz de cabeceira, acordei também o livro que estava inerte com um prendedor de cabelo marcando a página em que parei de ler. Lí um capítulo d'A Paixão Segundo G.H. e fiquei pensando entre os parágrafos naquele quarto seco e naquela barata arquetípica.

Desistí de ler, mas já era tarde. As baratas medonhas já habitavam meus pensamentos e às vezes eu sentia as cócegas de suas pernas em minha pele. Imaginei baratas pelo meu quarto, no meu colchão - pior coisa que um pesadelo.

Demorei umas duas horas pra dormir, pensando em baratas horrendas, baratas sórdidas, lamentáveis e imaginárias. Imaginárias. Baratas imaginárias são tétricas.

Apaguei a luz, deixei o livro e as baratas na mesinha, dormí e sonhei com o pobre Gregório Samsa e sua incrível ternura.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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7.3.04

A carta de amor esporádica III


Não sei o que está pensando ou sonhando agora.
Não me importa.
Você é,
E foi pra você.
Feliz, todas as manhãs...



Postado por Babe Lavenère Bastos

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+ temp. Sussu