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29.7.04

Post Requentado


Fragmentos desconexos quase conexos.


Essa inspiração esperada tá me dando um bolo todos os dias. Foda-se! Tanto se me dá - ela que fique onde está, em algum recanto obscuro do mundo (in) sensível ou (in) inteligível. E, às vezes, quando ela vem, afinal, parece até despedida... eu hein. Que porcaria o que escrevo! E para não sofrer de tédio escrevo. No papel da minha vida com a caneta dos meus pensamentos e a tinta dos meus sentimentos. Gosto quando o papel pensa ou a caneta ou a tinta ou a minha mão somente. Quando pensa a minha mente ela pensa demais e fica cheia de coisas pensadas demais como se o coração não estivesse lá. Queria escrever uma palavra solta que nela estivessem todos os sentidos do mundo. Está tudo certo; tirando o que está errado... Estou feliz para sempre desde que nascí. Só algumas dúvidas para que o ser esteja vivo. De vez em quando penso que estou enlouquecendo verdadeiramente, ou então que estou ficando sã de uma vez. Outro dia pensei que ia enlouquecer e não poderia mais administrar minhas maluquices e que, se isso acontecece, iria me tornar um daqueles que não dizem nada com nada e se riem de coisa que ninguém entende. Daqueles que andam pela rua indo a lugar nenhum, que tomam o primeiro ônibus e descem onde nada se tem a fazer com aquele ar de quem vai para um compromisso importantíssimo e de repente pega o próximo ônibus pra qualquer lugar. Sentí que a qualquer momento o sentido da vida se perderia e que nunca mais o encontraria novamente - qualquer sentido que fosse, qualquer um. Que seja o de viver um dia após o outro por que se tem que viver ou o de contribuir para um mundo melhor. Tudo se perderia. Quase aconteceu.
Porque nada faz sentido e tudo está impregnado de significado?

Postado por Babe Lavenère Bastos

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27.7.04

Copía Cola

Gente, vou corujar...Textos que eu gosto muito, roubados do blog do meu filhote, pra que vcs conheçam um pouco da peça rara:


I

Olá, viajantes!
Estou postando em memoria do grande mestre Tolkien, que deixou um presente para a humanidade, um presente que todos deveriamos apreciar, ler e lembrar...
Este é um comentario que fiz no blog da Jessie( vizitem e vejem o post de ontem, tem um link ai do lado...):

"Eba! Vc colocou os comentarios, eu venho aqui todos os dias e quando vejo um post novo fico todo ansioso para poder comentar e...não posso, isso não vai mais acontecer! Você tem razão, acabou...fico triste com isso. Tolkien não pode escrever mais, grande Tolkien, que esteja no Outro Mundo(lenda Britanica...) banqueteando em infindaveis jardins verdes e floridos, em meio a toda a maravilha e majestade que pos em suas delicadas e cuidadosas palavras escritas por suas tremulas mãos feridas pela guerra, que eu imagino sempre esboçando seus mapas bonitos e bem cuidados que não seram destruidos pelo tempo, não em nossos corações, que sepre lembraram de seu desenhista, seu autor, nosso mentor... Honra a Tolkien, que os deuses o tenham em seus palacios! A grande obra de Peter Jackson também não será esquecida, mesmo que se torne rara ainda existirá(guarde muito bem aquele DVD, viu?) E pesso de joelhos que aceite um juramento: Tolkien nunca será esquecido, não enquanto vivermos!"

Neste texto já disse tudo que meu coração emocionado pode dizer...
Enquanto escrevo algumas lagrimas rebeldes, que não aceitam ficar confinadas enquanto devem sair, correm pelo meu rosto caem em minha camisa e são absorvidas pelo pano negro...
Meu coração chora de emoção, mas, com um pouco de tristeza, porque acabou...


II

Na quinta estava falando com o Lucas sobre relacionamentos de amor, amizade; Sobre como mentes diferentes reagem às mesmas situações; Sobre ética, o por que de ela existir e por que ela é quebrada; Sobre a degradação da maente humana, sobre a ganancia dos ricos e a falta deste sentimento na mente dos humildes.
Ficamos uma hora e uns quebrados no telefone e teriamos ficado mais uma hora se não tivesse que desligar o telefone por que minha avó queria usa-lo. Depois fiquei horas pensando sobre a conversa, sempre me desepsiono quando falo disso: da sitoação atual do ser humano, deploravel em todos os ânguos que podem ser vistos. Os ricos lutando por dinheiro e poder, que eles ja tem até demais. Os pobres lutando por melhores condições de vida, por uma alimentação minima, por moradia, pelo direito de viver decentemente...por dignidade. O pior é que os ricos conseguem o que querem e os pobres não. Creio que no mundo de hoje vencedor é aquele que ainda tem esperança...esperança de maior igaldade, de paz, de uma vida melhor, também são vencedores os que ainda concervam traços de humanidade, bondade,compaixão. Lembro de uma frase de Ghandi que o lucas gosta muito: "Se você esta decspsionado com o mundo, lembre-se de que ele é feito de criaturas iguais a você". Concordo com esta frase, não me acho melhor do que ninguem. Também tem uma frase que eu me lembro, não sei aonde vi:"É melhor ser pessimista por que assim você nunca se desepsiona, só se surpreende", não deixa de estar certa,mas acho que é isso que me faz pensar assim do ser humano. Refleti sobre o valor que dou a amizade, quando fico amigo de alguem, me ligo muito aquela pessoa(mesmo que ela não fique assim comigo), gosto de ajudar até aonde puder, gosto de ficar junto daquela pessoa, conversar com ela, e acho que todos percebem isso. Por isso estou um tanto triste, por que estou brigado com um amigo, João Filipe(JP), tenho que ligar para ele para fazer as pazes, não quero perder um amigo desta maneira. Tenho grande facilidade em gostar das pessoas, e acho que não é muito dificíl gostar de mim(pelo menos não inicialmente), mas ser amigo é bem mais que isso, existe um tipo de amor chamado amizade, acho que essa é uma boa definição. Amigo é alguem que você confie e goste muito. Muitas vezes já fiquei triste(do tipo deprecivo) por coisas quefizeram a meus amigos. acho que meus amigos mais antigos devem, saber disso. Percebi que minhas reações aos sentimentos são muito fortes ou muito fracas, por isso as pessoas as vezes dizem que sou frio e outras vezes que eu sou muito sentimental. Outra coisa que esta me ajudando a entender os sentimentos das outras pessoas, e consequentemente os meus é mestrar RPG, para interpretar eu tenho que entender os personagens, e isso me ajuda a me entender melhor.
Estou me sentindo muito bem em poder escrever (Blog serve pra algo afinal...) isso mesmo que ninguém tenha o menor interesse.
Lucas obrigado por me ter feito pensar nisso, você sabe ser genial quando quer(mas quando não quer, aí fode!).
Brigadão de novo Lucas.
Tchau...

Postado por Babe Lavenère Bastos

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24.7.04


Amanhã é aniversário do meu pequeno grande - 15 anos este rapaz completa! Ano passado coloquei um sonetinho que eu escrevi pra ele aqui no blogue, nem era aniversário nem nada, com umas fotos lindas dele. Agora ponho uma foto dele assim, um rapaz, e o mesmo soneto que é só dele e tem palavras que são a carinha dele, o meu amor, meu filho, meu brilho.


Arthur Menino

Jacaré, pequeno, besourinho meu,
igual feitiço não existe assim,
que brincam lindas no rostinho seu,
duas pintinhas negras de cetim.

Me acho leve nesse encanto, eu
na força dos seus olhos, querubim.
Quando te vejo, espelho, espelho meu,
minha alma toda é feito um jardim.

Tanto te amo, rapazinho, sente?
E ter você me deixa tão contente
e tão feliz e tão apaixonada.

Que quer mamãe dizer com tanto verso?
Que nosso amor maior que o universo
é nossa jóia bem guardada...

Postado por Babe Lavenère Bastos

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23.7.04

Pedaços


Eu gosto do perto, do aqui, gosto do agora. Mas nestes últimos dias meu coração tem estado longe, no centro daquela aldeia, na lagoa, na casa de meu irmão. Saudade.




À distância eu disse: vou dormir - e ele me respondeu:
Morfeu
era
pra
ser
eu
E eu, sem seus braços fui para os braços de Morfeu.




Não fechei a porta. Quase nunca fecho as portas. De manhã ela está aberta, e faz frio quando o vento vem pra dentro de casa. A porta aberta me deixa como se esperasse alguma coisa que não vem. Alguma coisa que nunca mais veio. Vou fecha-la, quero me voltar para a janela e não gosto de ficar de costas para a porta aberta.




Quantas faces pode ter meu rosto? Teu rosto, teu gosto, quantas faces? Às vezes não saio de casa sem minhas máscaras e meus enfeites de alma. Você não olha pra mim sem eles, os seus. Quando te vejo, não é você, porque você não se mostra. Evasivo. Medo de encontrar a dor na quina onde topou o dedo? Eu tenho medo do que é, do que é mas que eu não sei reconhecer. Sinto medo e fome. Sinto saudade. Mas não é daquilo que foi seco e direto, não é do que foi sem dedicação a uma construção de amor, como se ele estivesse pronto, como se correr um risco fosse o mais importante. Não sinto saudades de uma brutalidade tamanha que você nunca percebeu que era brutalidade e por isso se tornou mais intensa pra mim. Meus funerais são meus, estejam todos desconvidados.




Ela pisava as folhas secas do chão, enquanto esperava a vida, para ouvir-lhes o som. As esmagava e pensava em como era linda aquela cor amarela e como era aquela cor a lhe inspirar o amor e o desejo que tinha pelos olhos dele - que nunca sequer vira. Sempre folha seca, sempre amarelo folha-seca, sempre um brilho dourado, porém escurecido pelo tempo. E lá estava ela, olhando para o chão procurando aquelas folhas mais crespas, pois eram elas as que faziam o barulho que tanto lhe alegrava os ouvidos enquanto seu pensamento era os olhos de quem não sabia.




Caí no choro depois de tudo dar certo, como se o desconsolo do passado só fosse sentido com o contentamento presente. Chororô. Algumas coisas só se sente depois.

Postado por Babe Lavenère Bastos

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15.7.04

Canção, passarinho


Faz de conta não tem não.
Tem conta que se faz.
Multidão dói, sem alma.
Solita, solita. Sola, sola.
Sola da palma da mão.
Quando pisa é sertão, capoeira.
Sola de solo de chão
Vermelho de cerrado liquidando o coração.
Terra vermelha de barro sem água, poeira, sem mágoa.
Sempre soube sonhar.
Olhar de moça.
Pensando. Amando. Desejando.
Hoje já é época vindoura.
Tem gente não. Tem jeito não.
Muda meu visível nada sonho na calçada de concreto letargo.
Voou passarinho na canção dele
E eu vi passarinho voejar quando eu imitei o seu pipitar.
Fiquei magoada quando minhas asas se quebraram, passarinho.
Pena.
Vim me embora, fui. Veio.
Ele não tinha ombros e braços.
Ele não era, passarinho. Eu era.
E as asas que eram andejas, passarinho.
É tudo qual dizer, passarinho, voe, voe,
Me perdoe por eu não saber voar sem amar.


Postado por Babe Lavenère Bastos

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+ temp. Sussu