25.2.05
Letal dia,
Letargia.
Ê, tardinha lerda.
Divagar quase pairando...
Postado por Babe Lavenère Bastos
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2.2.05
Paisagem Noturna
São fragilidades que tornam o tempo cíclico.
Esse tempo - o ponto em que não me dessensibilizo da sua presençamemória.
Olho o sem-fim pela noite escura,
sutís lembranças e mistérios,
Inquérito interno,
(a saudade é um tipo de contentamento)
e me regozijo em certa hora
sobre os olhares encontrados
e os sorrisosflores aos montes,
a chuva da pele e o calor do corpo.
Ainda leio o seu horóscopo no jornal
(nem ligo para o que ele diz)
como um cuidado,
uma forma de contato ou minha superstição.
A melodia aquática da chuva que se choca contra os objetos
(como são concretos!
e como é líquida a minha lembrança, embora densa),
o vento sub-reptício penetrando os poros da minha pele solitária,
o som tênue da tv
e os roncos distantes dos motores incansáveis dos carros,
tudo isso, e meu olhar perdido, se relaciona e é uma só coisa.
(27/05/2004)
Postado por Babe Lavenère Bastos
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1.2.05
Quando a gente tá contente,
Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz
Que eu me esqueça do meu compromisso
Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás.
Dez minutos atrás de uma idéia já dão
Pra uma teia de aranha crescer e prender
Sua vida na cadeia do pensamento,
Que de um momento pro outro começa a doer.
Quando a gente tá contente
Gente é gente, gato é gato,
Barata pode ser um barato total.
Tudo que você disser deve fazer bem,
Nada que você comer deve fazer mal.
Quando a gente tá contente,
Nem pensar que está contente,
Nem pensar que está contente a gente quer.
Nem pensar a gente quer,
A gente quer é viver!
(Barato total - Gilberto Gil, 1974)
Postado por Babe Lavenère Bastos
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